
BOFF, Leonardo. A Opção-terra e a urgência de ecologia. São Paulo: Ática, 1993. 180p
Resumo Crítico
Por Selma Dias
Diante de tantas ameaças resultantes da situação atual de nosso planeta Terra, busca-se a problematização da visão que as sociedades têm sobre o paradigma da extinsão da Humanidade.
A relação entre a espécie e a Ecologia perdura por séculos e estudiosos, cientistas, filósofos, buscam entender o porquê de tal calamidade que se encontra nossa Terra e qual a nossa atitude perante isto; como exposto pelo filósofo Søren Aabye Kierkegaard, através de uma parábola que tem a seguinte conclusão de que “...o mundo acabará no meio da hilaridade geral dos gozadores e galhofeiros que pensam que tudo, em fim, não passa de mera gozação.”(BOFF. Pág. 100)
Observa-se por este prisma, que seu fundamento é relevante, pois a questão ambiental não é tratada com a importância devida e a mesma está dando alertas que não são entendidos por governos, cientistas, o povo, como algo imune de problemas, como se tudo o que está sendo perdido dia após dia, pudesse ser reposto pela própria natureza.
O respeito pela crise da Terra, seria aprofundar a discusão para se assumir um papel frente aos desafios que se origina do aquecimento global e da crise ambiental que se abate sobre todo o planeta, mas para isso é necessário a demistificação dessa relação que temos com o ecossistema, não nos colocamos à parte e sim dentro deste sistema que temos construído e destruído.
O autor relata algumas vertentes da ecologia, como a ambiental, a política e social, a mental e a integral, que partem do conceito de transformação da nossa visão de Terra, ecossistema, vida, comunidade, cooperação e união como Todo.
No texto busca-se o resgate de um planeta que clama por socorro, pelo desenfreado consumismo obsoleto e absoluto, como sendo possível o resgate de tudo o que foi perdido, mas quando chegarmos ao caos, será tarde para recuar da credulidade que nos cerca de conceitos que Gaia se autoconstruirá, como resultado de nossa esperança forjada da ganância que atinge uma maioria de miséria que é refém de uma minoria que detém toda riqueza, produzindo a injustiça social e ecológica.
Esta resiliência passa a ser a chave de queda e restauração de todo o sistema-Gaia, como forma de esperança, como alternativa do novo que salvará a Humanidade do seu descaso e desrespeito com a Terra. São muitos os desafios assumidos por nós para se buscar a sustentabilidade, como forma de mudança radical da postura humana em relação à ecologia.
De todas a mais forte é a ecologia integral, onde temos que compreender além da ecologia ambiental, social, política e mental, que o Terra está inserida em um grande processo de transformação e evolução, como o Big Bang que por um momento uniu todos os seres num conjunto de energias e interações.
Existem quatro forças que sustentam tudo o que conhecemos, como a gravitacional, a eletromagnética, as nucleares fraca e forte, agindo e interagindo com todo o universo, seres e Humanidade, como se estivessem interligados e religados entre si. Até a galáxia mais distante está sob a ação destas energias primordiais.
A ecologia integral busca a união da Terra com o todo, como se estivem em totalidade o diverso com o Todo, isto exige uma mudança da visão na civilização dos seres humanos, pois ao se sentir esta parte do Todo, procuramos zelar e cuidar deste Todo que é a Terra, nossa mãe.
A religião assume um papel interessante nesta relação dos seres humanos com o Todo-Terra, pois as escolas naturais deveriam educar este olhar para este novo conceito de interação, como na figura da trindade, três divinas pessoas, que é Pai, Filho e Espírito santo, funciona como símbolo para representar esta “inter-retro-relação de todas as Pessoas entre si.”
Acredito que seria utópico pensar uma sociedade com uma nova visão de civilidade, pois ela está enraizada nos conceitos e descaso com o Planeta Terra, que não é de agora, mas está presente por séculos e séculos de exploração, seja da Terra, de culturas, de tudo o que proporciona lucro.
A Mãe Terra, clama por socorro, como o palhaço da parábola do filósofo Søren que vê o circo pegar fogo e todos olhando com gozação a cena que os faz rir, assim é a Terra que emana alertas que não são visto, escutados, nem seguer notados; e somente em chamas, se notará que é tarde demais.
A Nanotecnologia é uma partícula invisível com alta mobilidade, a mesma convergem os conhecimentos da física, da química e da biologia, mas por estarem submetidas as leis da física quântica ainda são imprevisíveis e os avanços obtidos desta tecnologia estão sob suspeita, de sua efetiva ajuda à Humanidade, pois como podemos nos defender de uma ameaça microscópica?
A problematização acerca da ecologia abre novas possibilidades para se precaver da situação caótica que a Terra se encontra atualmente, para se encontrar o equilíbrio necessário para se viver em paz com a Mãe Terra e propriciar um futuro à Humanidade.
A Ética para mim é o ponto chave da existência humana, pois sem ética não é possível se viver em conjunto, a ética seria um limite dos desejos humanos, onde não couberia a vantagem de um benefício individual ou de um grupo específio, afim de se buscar o Todo.
O Todo é muitas vezes desprezado pela visão reducionista enraizada na civilização, não se adianta ter ética, se por trás da mesma não se muda a visão de sociedade, como parte do Todo. Este reconhecimento de um limite leva a Humanidade a um novo sentido de se viver em harmonia com a comunidade de vida de nossa Terra.
Acredito que falta entendermos isso para se encontrar a solução deste caos ecológico, temos que entender que a ecologia é parte de nós e nós dela, como inter-retro-relação, de pessoas, de culturas, de seres vivos, do Todo.
Só espero que vejamos o que estamos fazendo com nosso lema de “sustentabilidade”, ao se colocar o consumo e o lucro, como conciliador de todos os problemas ecológicos. Esta “sustentabilidade” só será possível com uma mudança efetiva de nossa visão fria de ecologia, trazendo para dentro de nós, no coração, o que é viver numa Terra, que oferece e nunca recebe em troca, nem mesmo a gratidão e o respeito.
Resumo Crítico
Por Selma Dias
Diante de tantas ameaças resultantes da situação atual de nosso planeta Terra, busca-se a problematização da visão que as sociedades têm sobre o paradigma da extinsão da Humanidade.
A relação entre a espécie e a Ecologia perdura por séculos e estudiosos, cientistas, filósofos, buscam entender o porquê de tal calamidade que se encontra nossa Terra e qual a nossa atitude perante isto; como exposto pelo filósofo Søren Aabye Kierkegaard, através de uma parábola que tem a seguinte conclusão de que “...o mundo acabará no meio da hilaridade geral dos gozadores e galhofeiros que pensam que tudo, em fim, não passa de mera gozação.”(BOFF. Pág. 100)
Observa-se por este prisma, que seu fundamento é relevante, pois a questão ambiental não é tratada com a importância devida e a mesma está dando alertas que não são entendidos por governos, cientistas, o povo, como algo imune de problemas, como se tudo o que está sendo perdido dia após dia, pudesse ser reposto pela própria natureza.
O respeito pela crise da Terra, seria aprofundar a discusão para se assumir um papel frente aos desafios que se origina do aquecimento global e da crise ambiental que se abate sobre todo o planeta, mas para isso é necessário a demistificação dessa relação que temos com o ecossistema, não nos colocamos à parte e sim dentro deste sistema que temos construído e destruído.
O autor relata algumas vertentes da ecologia, como a ambiental, a política e social, a mental e a integral, que partem do conceito de transformação da nossa visão de Terra, ecossistema, vida, comunidade, cooperação e união como Todo.
No texto busca-se o resgate de um planeta que clama por socorro, pelo desenfreado consumismo obsoleto e absoluto, como sendo possível o resgate de tudo o que foi perdido, mas quando chegarmos ao caos, será tarde para recuar da credulidade que nos cerca de conceitos que Gaia se autoconstruirá, como resultado de nossa esperança forjada da ganância que atinge uma maioria de miséria que é refém de uma minoria que detém toda riqueza, produzindo a injustiça social e ecológica.
Esta resiliência passa a ser a chave de queda e restauração de todo o sistema-Gaia, como forma de esperança, como alternativa do novo que salvará a Humanidade do seu descaso e desrespeito com a Terra. São muitos os desafios assumidos por nós para se buscar a sustentabilidade, como forma de mudança radical da postura humana em relação à ecologia.
De todas a mais forte é a ecologia integral, onde temos que compreender além da ecologia ambiental, social, política e mental, que o Terra está inserida em um grande processo de transformação e evolução, como o Big Bang que por um momento uniu todos os seres num conjunto de energias e interações.
Existem quatro forças que sustentam tudo o que conhecemos, como a gravitacional, a eletromagnética, as nucleares fraca e forte, agindo e interagindo com todo o universo, seres e Humanidade, como se estivessem interligados e religados entre si. Até a galáxia mais distante está sob a ação destas energias primordiais.
A ecologia integral busca a união da Terra com o todo, como se estivem em totalidade o diverso com o Todo, isto exige uma mudança da visão na civilização dos seres humanos, pois ao se sentir esta parte do Todo, procuramos zelar e cuidar deste Todo que é a Terra, nossa mãe.
A religião assume um papel interessante nesta relação dos seres humanos com o Todo-Terra, pois as escolas naturais deveriam educar este olhar para este novo conceito de interação, como na figura da trindade, três divinas pessoas, que é Pai, Filho e Espírito santo, funciona como símbolo para representar esta “inter-retro-relação de todas as Pessoas entre si.”
Acredito que seria utópico pensar uma sociedade com uma nova visão de civilidade, pois ela está enraizada nos conceitos e descaso com o Planeta Terra, que não é de agora, mas está presente por séculos e séculos de exploração, seja da Terra, de culturas, de tudo o que proporciona lucro.
A Mãe Terra, clama por socorro, como o palhaço da parábola do filósofo Søren que vê o circo pegar fogo e todos olhando com gozação a cena que os faz rir, assim é a Terra que emana alertas que não são visto, escutados, nem seguer notados; e somente em chamas, se notará que é tarde demais.
A Nanotecnologia é uma partícula invisível com alta mobilidade, a mesma convergem os conhecimentos da física, da química e da biologia, mas por estarem submetidas as leis da física quântica ainda são imprevisíveis e os avanços obtidos desta tecnologia estão sob suspeita, de sua efetiva ajuda à Humanidade, pois como podemos nos defender de uma ameaça microscópica?
A problematização acerca da ecologia abre novas possibilidades para se precaver da situação caótica que a Terra se encontra atualmente, para se encontrar o equilíbrio necessário para se viver em paz com a Mãe Terra e propriciar um futuro à Humanidade.
A Ética para mim é o ponto chave da existência humana, pois sem ética não é possível se viver em conjunto, a ética seria um limite dos desejos humanos, onde não couberia a vantagem de um benefício individual ou de um grupo específio, afim de se buscar o Todo.
O Todo é muitas vezes desprezado pela visão reducionista enraizada na civilização, não se adianta ter ética, se por trás da mesma não se muda a visão de sociedade, como parte do Todo. Este reconhecimento de um limite leva a Humanidade a um novo sentido de se viver em harmonia com a comunidade de vida de nossa Terra.
Acredito que falta entendermos isso para se encontrar a solução deste caos ecológico, temos que entender que a ecologia é parte de nós e nós dela, como inter-retro-relação, de pessoas, de culturas, de seres vivos, do Todo.
Só espero que vejamos o que estamos fazendo com nosso lema de “sustentabilidade”, ao se colocar o consumo e o lucro, como conciliador de todos os problemas ecológicos. Esta “sustentabilidade” só será possível com uma mudança efetiva de nossa visão fria de ecologia, trazendo para dentro de nós, no coração, o que é viver numa Terra, que oferece e nunca recebe em troca, nem mesmo a gratidão e o respeito.

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